curso reorientações do design no século 21 com Livia Debbané

encontros 04
data das aulas 09, 16, 23 e 30 de março
dia da semana terças-feiras
horário 19h às 21h
valores R$ 100 - aula avulsa
R$ 70 - aula avulsa estudante
Parcelamento em até 3x sem juros
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Design é a forma como projetamos o mundo e a nós mesmos. Tal definição, ampla, apreende a natureza mutante do design enquanto resposta ao que precisamos e ao que desejamos nos tornar como humanos. “Reorientações do design no século 21” parte dessa constatação para abordar o que é o design hoje: de que forma a disciplina que nasceu na era industrial transformou-se em um leque de práticas, de modo a acompanhar novos desafios, cenários e mudanças tecnológicas da era digital.

O curso apresenta algumas abordagens promissoras para o século 21, que expandem o campo do design para arenas experimentais, especulativas, interdisciplinares e colaborativas. O objetivo do curso é servir de introdução a cada um dos tópicos – que nos últimos anos vêm ganhando espaço em escolas, instituições e na mídia especializada –, apontando seus principais proponentes e praticantes. Destina-se a todos os curiosos em entender os rumos da profissão para além de seu aspecto comercial, com foco nas agendas ambiental, social e política.

Encontros

1. Design na era digital: interfaces, fabricação digital, dados
Como novas tecnologias influenciam a atual produção do design? A aula introdutória buscará expandir a noção de produto de design pelo viés das possibilidades trazidas por ferramentas como softwares de modelagem 3D, open-source, prototipagem rápida, inteligência artificial, realidade aumentada e análise de dados. Os projetos incluem objetos, móveis, interfaces, visualizações de informação e imagens virtuais. A partir deles, vamos discutir como tais ferramentas digitais alteram radicalmente a forma de criar, produzir, distribuir e consumir design, bem como expandem o conceito de função.

2. Design ativista: projetos para mudar o mundo
Acesso à saúde básica, à água potável, igualdade de gênero, preservação de culturas e de espécies em extinção: são inúmeros os desafios locais e globais que atingem grupos minoritários, populações vulneráveis, regiões em conflito ou pessoas com necessidades especiais. Problemas tão distintos convocam designers a um intenso exercício interdisciplinar – com engenheiros, geógrafos, médicos, biólogos, epidemiologistas –, colaboração com as comunidades envolvidas, empatia e engajamento com a causa escolhida.

3. Biodesign: produzir com microrganismos vivos
Objetos que crescem ao invés de serem construídos, materiais que se autodesenvolvem ao invés de serem produzidos. Na abordagem do design como extensão da natureza, bactérias, fungos e algas se multiplicam e organizam de acordo com parâmetros artificiais. A aula irá mostrar as principais experiências nesse campo, como as do laboratório Mediated Matter dirigido por Neri Oxman no MIT (EUA). Uso de recursos locais, economia circular, e intermédio da biologia sintética e da engenharia digital são alguns dos tópicos envolvidos nesta discussão fascinante por um futuro sustentável no Antropoceno.

4. Design crítico: especulações sobre a evolução tecnológica e científica
O design crítico e especulativo usa as habilidades do design para refletir sobre desenvolvimentos tecnológicos e científicos. Com amparo em estudos que vão da antropologia à inteligência artificial, o designer cria situações, cenários ou produtos imaginários, para instigar o debate público: queremos que essa ou aquela nova tecnologia seja absorvida pelo cotidiano? Quais as consequências de seu uso? A aula irá introduzir o pensamento dos ingleses Anthony Dunne e Fiona Raby (Designed Realities Studio, Nova York) e mostrar projetos desenvolvidos sob sua influência.

 

 

Livia Debbané 

Pesquisa e escreve sobre design. Colabora com exposições, cursos e publicações especializadas. Graduada em Filosofia pela Pontifí­cia Universidade de São Paulo, foi repórter e editora-chefe da revista Bamboo de 2011 a 2017.