curso online lina: uma biografia com Francesco Perrotta-Bosch 

data da visita 02, 09, 16 e 23 de fevereiro
dia da semana quartas-feiras
horário 18h às 20h
valores R$ 800
R$ 530 - estudante
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Um curso sobre a vida de Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta brasileira nascida em Roma. Com ênfase em seus projetos de arquitetura e de exposições, as aulas apresentarão desde sua formação na Itália até histórias dos processos de concepção e construção de edifícios como o Masp, o Sesc Pompeia e o Solar do Unhão.

 

aula 1: A infância, a formação, a guerra e a imigração para o Brasil (1914-47)

Os primeiros desenhos da pequena Linuccia, ainda criança, tendo como professor seu pai, Enrico Bo. A faculdade de arquitetura em Roma. Os primeiros anos como arquiteta em Milão: os trabalhos editoriais, ilustrações e projetos publicados nas revistas italiana; a vivência durante a Segunda Guerra Mundial; a viagem pela Itália após o conflito. O casamento com Pietro Maria Bardi, a mudança para o Brasil e o encantamento com o Rio de Janeiro.

 

aula 2: O Masp da Sete de Abril e o Masp da Avenida Paulista (1947-68)

A primeira sede do Museu de Arte de São Paulo na rua Sete de Abril: como era o primeiro andar projetado por Lina Bo Bardi e inaugurado em 2 de outubro de 1947, e como era o segundo andar inaugurado em 5 de julho de 1950. A ideia de antimuseu, as primeiras exposições e montagens de Lina, as viagens do acervo pelo mundo. O início das obras no Masp na avenida Paulista em 20 de janeiro de 1960; as modificações de projeto ao longo da construção (a fachada opaca com plantas tornou-se de vidro); a inauguração com a rainha Elizabeth em 7 de novembro de 1968. No ano seguinte, a exposição “A mão do povo brasileiro”.

 

aula 3: O primeiro período baiano (1958-64)

A ida de Lina Bo Bardi para a Bahia em 1958: o círculo de intelectuais aos quais ela se aproxima, como Glauber Rocha, Mario Cravo Júnior, Martim Gonçalves, Vivaldo da Costa Lima. A exposição “Bahia no Ibirapuera” em 1959. A direção do MAM Bahia a partir de 1960 no foyer do Teatro Castro Alves e a colocação da estátua de Antônio Conselheiro bem na porta. As viagens pelo Nordeste e a noção de pré-artesanato nordestino. O projeto do Solar do Unhão para ser sede do Museu de Arte Popular.

 

aula 4: O Sesc Fábrica da Pompeia (1977-86)

O uso da fábrica da Pompéia como unidade provisória do Sesc no começo dos anos 70. O projeto de demolição e a entrada de Lina Bo Bardi para converter a estrutura industrial em um lugar de lazer e cultura. As várias versões do projeto: a rua de paralelepípedos, os galpões, o teatro, o restaurante. O projeto do bloco vertical para atividades esportivas: a dificuldade do córrego atravessando o terreno transforma-se numa oportunidade para fazer um prédio singular. Os primeiros anos de funcionamento do Sesc Pompeia, com as intervenções de Lina na programação cultural. As pesquisas, as equipes, as montagens expográficas de “Design no Brasil” (1982), “O Belo e o direito ao Feio” (1982), “Semana do Japão” (1982), “Mil Brinquedos para a Criança Brasileira” (1982-83), “Pinóquio” (1983), “Caipiras, Capiaus: Pau a Pique” (1984), “Entreatos para Crianças” (1985).

 

Francesco Perrotta-Bosch

É autor de “Lina: uma biografia” (Todavia, 2021). Formou-se em arquitetura na PUC-Rio, mestre pela FAU USP e doutorando pela mesma faculdade e pela Universidade IUAV de Veneza. Em 2013, venceu o prêmio de ensaísmo da revista Serrote com “A arquitetura dos intervalos”. É membro do júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).