curso arte contemporânea no brasil – novas perguntas e algumas conclusões com Agnaldo Farias

encontros 14
data das aulas 21, 28 de setembro + 05, 19, 26 de outubro + 09, 16, 23, 30 de novembro + 07, 14 de dezembro + 03 aulas às quartas-feiras (datas a definir)
dia da semana segundas-feiras
horário 18h30 às 20h
valores Curso integral: 3x R$ 600
Curso integral - estudante: R$ 900
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A História da Arte no Brasil está em pleno processo, embora muita gente ache que não. Os poucos esforços no sentido de uma visão totalizante trazem consigo esquecimentos evidentes, melhor dizendo, supressões de tendências, movimentos e personalidades artísticas. Por exemplo, a celebração do Neoconcretismo, puxada a partir do momento em que a obra de Oiticica mereceu uma retrospectiva europeia, seria totalmente justificada não fosse a diminuição do contributo Concretista, para não se referir ao silêncio sobre os expressionistas abstratos, naquela altura tão importantes quanto eles. E por que a Nova Figuração embebida de Dadaísmo, de Nelson Leirner e Wesley Duke Lee não recebem o devido valor? Pior ainda, a falta de leituras consequentes sobre as obras de artistas como Rubem Valentim, Emanoel Araújo e Bené Fonteles, tributárias de sólidas heranças que não a indefectível fonte européia. O que justifica Lotus Lobo ser conhecida quase que só em Belo Horizonte, Walda Marques um acontecimento exclusivo de Belém do Pará ou Curitiba ter deixado que Efigênia Rolim fosse embora para Santa Catarina premida pela miséria? Afinal, quando Véio e Zé Bezerra terão suas genialidades reconhecidas? E os coletivos artísticos, o que fazem, como fazem e onde fazem? E os curadores, quem são, a quem ou a quê servem? As indagações vão se empilhando. Entramos na terceira década deste século e a crise do mercado de arte, a nova crise das instituições, somadas à irrupção de novas agendas politicas exigem a revisão da produção artística nacional.

Este curso pretende introduzir algumas dessas questões.

 

Agnaldo Farias
É professor da FAUUSP e já foi curador de uma série de museus e instituições de arte brasileiras. Foi curador de diferentes edições da Bienal de São Paulo, da 11a. Bienal de Cuenca (Equador) e do Pavilhão Brasileiro da 54a. edição da Bienal de Veneza (2011). Foi curador da Bienal de Coimbra de 2019.