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O design e a pandemia curso com Livia Debbané

início em 09/06

A urgência imposta por grandes crises é um motor de inovação. Em solidariedade e dever diante da nova realidade epidemiológica, designers e arquitetos têm atuado com prontidão, criatividade e pragmatismo. Enquanto uns focam equipamentos de proteção e de saúde, outros são responsáveis por comunicar e democratizar os dados da Covid-19. Outros, ainda, fazem dela um laboratório para pensar desafios futuros, como os da emergência climática, que também nos afetará em escala planetária. O curso “O design e a pandemia” apresentará os principais projetos feitos de imediato nos últimos meses, relacionando-os a exemplos paradigmáticos do design social, e discutirá reflexões e especulações do campo sobre a vida pós-pandêmica.

 

 

encontro 1.  Responder à emergência

Máscaras, face shields, dispensers de álcool gel, respiradores, hospitais de campanha e equipamentos de proteção pessoal formam o léxico do design na pandemia. Soluções valeram-se de adaptações DIY e de elementos pré-fabricados ou confirmaram a agilidade da cultura maker e de seus fablabs. Projetos foram intercambiados pelo mundo. Equipamentos como respiradores solicitam mais tempo de desenvolvimento e convocam equipes multidisciplinares de designers, engenheiros e médicos. Existe uma verdadeira corrida para encontrar o mais eficiente e de baixo custo. Muito do que surge deve ser assimilado no cotidiano futuro, como aconteceu com tantas das disrupções surgidas em guerras. A aula combinará exemplos históricos e as respostas mais certeiras à crise instaurada pelo inimigo invisível.

 

encontro 2. Dar visibilidade à informação

As imagens mais marcantes da pandemia não são fotografias, e sim gráficos. O volume de dados, sejam eles resultados de testes ou deslocamentos geolocalizados, desafia designers a criar interfaces que atraiam o público à interpretação das informações técnicas. Por meio da visualização de dados, observamos  o “crescimento exponencial” da Covid-19, sua distribuição territorial, comparamos as medidas adotadas por cada país para “achatar a curva” e identificamos a eficácia do isolamento social. O encontro discutirá os melhores projetos dessa promissora forma de design, além de outras mídias utilizadas para alertar, criticar e educar sobre a pandemia: emojis, ilustrações médicas, animações, aplicativos e cartazes.


encontro 3. Projetar para novos comportamentos

A pandemia transformou o planeta em um experimento social, político e econômico. O freio forçado no sistema denunciou práticas excessivas, hábitos foram adquiridos e comportamentos são reavaliados. A quarentena aguçou a percepção de objetos e espaços: alguns se revelaram supérfluos, outros indispensáveis. Ansiamos por superfícies auto desinfectantes e máscaras imperceptíveis. E aprendemos condutas sociais que devem permanecer conosco depois que emergirmos do isolamento. São brechas para a atuação de designers e arquitetos. Daqui em diante, quais as readaptações no espaço público e doméstico? Quais novas tipologias de móveis e utensílios podem surgir?  Como a higiene informará o design: cores claras, materiais lisos? Cidades vigilantes, conectadas e responsivas, ou êxodo urbano e trabalho remoto? Vamos discutir as vias já imaginadas e quais outras podemos pensar.

Livia Debbané (1988) pesquisa e escreve sobre design. Colabora com exposições, cursos e publicações especializadas. Graduada em Filosofia pela Pontifí­cia Universidade de São Paulo, foi repórter e editora-chefe da revista Bamboo de 2011 a 2016.

03 encontros | 18h30 às 20h | terças-feiras

09, 16, 23 de junho

Valor da aula avulsa: R$ 100
Valor da aula avulsa para estudante: R$ 70

*As aulas serão transmitidas online através da plataforma Zoom.
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